Plano Safra prevê R$ 340,8 bi e juros entre 5% e 12% para 2022/2023

Previsão de recurso recorde melhora perspectivas ao agro

Brasília, 30/06/2022

O Plano Safra 2022/2023 prevê R$ 340,8 bilhões. O volume é 36% superior ao destinado à safra passada, de R$ 251,2 bilhões. Tanto o crédito com taxas de juros de mercado quanto o controlado foram ampliados. As taxas das diferentes linhas de crédito do programa (Pronaf e Pronamp) irão variar de 5% a 12% ao  depender do porte da produção produção agrícola. 

Para o analista da Dominium, Lucas Mateus, a sinalização do governo em relação ao montante de recursos reservados para a produção agrícola é positiva ao setor, sobretudo ao mercado futuro. “Com os efeitos negativos do conflito Rússia-Ucrânia sobre o mercado global de alimentos, o novo plano safra reforça que a agricultura continua sendo estratégica e importante para a economia brasileira”, disse. Mesmo com a instabilidade na oferta de fertilizantes e com o aumento da inflação e dos custos dos fretes, os sinais políticos presentes, segundo Mateus, podem influenciar positivamente a economia, mesmo no contexto de preocupações globais em relação à oferta e demanda de alimentos. 

  Com a nova programação, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) terá juros entre 5% e 6% ao ano, enquanto o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp) operará com taxa de 8% ano. Já os demais produtores rurais e cooperativas terão juros de 12% ao ano. O Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) e o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) terão juros de 7% a 8,5% ao ano.  

Os recursos destinados ao plano estão além da disponibilidade orçamentária do governo e poderão exigir o apoio do Congresso Nacional para a aprovação de recursos adicionais. A bancada do agro já iniciou as articulações para permitir o reforço orçamentário ainda em julho para a agricultura.

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