Cartas pró-democracia defendem sistema eleitoral brasileiro

Atos simbólicos sinalizam limites para desestabilização institucional no Brasil

Brasília, 12/08/2022

Movimento apartidário reuniu, no dia do advogado, na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), cerca de 8 mil pessoas em prol da democracia. Na ocasião, foram lidos dois manifestos – assinados por pessoas comuns, artistas, empresários, políticos, banqueiros, organizações da sociedade civil e entidades patronais e de trabalhadores – em defesa da democracia e da justiça. Os documentos, assinados por mais de 900 mil pessoas e organizados pela USP e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), defendem a democracia e o sistema eleitoral brasileiro. 

Na avaliação do diretor da Dominium, as cartas em defesa da democracia, subscritas por atores econômicos de peso, têm um forte conteúdo simbólico. “Dizem explicitamente a Bolsonaro que não há espaço para questionamento do resultado das urnas, e muito menos para uma desestabilização institucional em prol de uma interrupção democrática”, explicou o doutor em ciência política. 

Segundo Gabiati, por sua vez, a denúncia do MP Eleitoral questiona a postura do presidente e sinaliza limites formais à campanha de Bolsonaro, demandando respeito às regras do jogo durante a disputa. “As manifestações do 7 de Setembro serão o âmbito que Bolsonaro terá para responder, podendo moderar ou radicalizar o discurso. As pesquisas e as boas notícias da economia geram, em tese, incentivos para que o presidente escolha a ponderação, opção que, entretanto, contraria o DNA de Bolsonaro, que sempre fez política na base do conflito”, detalhou. 

Manifestações pontuais semelhantes, em defesa da democracia e das urnas eletrônicas do Brasil, ocorreram em outras cidades do Brasil e no exterior.

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